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Hoje gostaria de falar de dor (texto de leitor)

Salve Galera!

Recebemos este texto via o formulário de contato do blog, onde um leitor encontrou este texto no Facebook do praticante da arte suave chamado "Eduardo Sales Fininho". Entramos em contato com o Eduardo, e o mesmo liberou o blog Muito Mais Ação Jiu-Jitsu, a publicar seu texto. 

Por tanto, segue abaixo a bela história de amor entre o Eduardo e o Jiu-Jitsu:


Hoje gostaria de falar de dor. Não das dores do coração ou da alma, mas das do corpo.

De vez em quando alguém me diz que sou louco que estou velho pra isso e que tinha que descansar. Pois bem, deixa eu te explicar. Tenho 37 anos nos quais durante pelo menos uns 30 passei acima do peso, entre 110 e 130 kg, portanto meus joelhos e tornozelos já estão cansados. 

Na infância criei uma série de problemas nos ombros por insistir no judô, eu jovem e muito pesado treinando com adultos já que era muito grande para os da minha idade. Fraturas nos pés, braços e mãos eram constantes por conta de pequenos tombos onde para outros só havia alguns ferimentos. 

Já trabalhei na feira e no cais. Já carreguei nas costas coisas como caixas e sacos com peso que muitos nem pensam em levantar em academias. 

Hoje treino Jiu Jitsu, minha alegria. Vou ao treino 3 vezes por semana e no ultimo ano, lesionei cervical, costela, pulso, joelho, lombar. Todo dia escuto da mulher ( Para com isso, tu vai morrer ) mas num dá pra parar. 

As vezes no treino me perguntam. 

Tu vai aquecer? 

Tu vai treinar? 

Tu vai fazer o rola? 

E eu vou e aqueço, treino e rolo, 1,2,3,4... ou quantas vezes tiver oportunidade. 

Num sei até quando vou poder fazer, então aproveito. 

Mas o engraçado de tudo são as pessoas duvidarem do que sinto, se realmente sinto, ou até porque passo por tudo isso. Se tudo é verdade, por que não para então? 

Vou explicar. 

Meu pai tem 67 e com as pernas cheias de varizes e os dois joelhos estourados continua jogando bola, feliz, e nunca parou. 

Minha mãe com 56 sempre teve a força de me carregar nos braços, pra amamentar, pra fazer dormir, pra correr comigo no colo a um hospital, cuidou de mim até passar o bastão pra ela, 

minha esposa, que hoje aos 40, trabalha o dia inteiro, ainda lava, passa, cozinha, cuida dos meus filhos e de mim. 

Então quando vou treinar, nessas pessoas encontro a motivação. Pessoas do meu dia a dia, que se superam, com força de vontade e determinação. 

Eu sinto dores todos os dias, uns dias mais outros dias menos. Mas não vou parar. 

Amo muitas coisas na minha vida, cada coisa com seu valor. 

Lutar é uma delas. 

Bora fazer um treininho hoje ? 

Ah, não esqueçe!


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