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Antidoping no Jiu Jitsu


Vídeo Antidoping no Jiu Jitsu




E ai Guerreiros, tudo certo?


Eu sou o Jaime do muito mais ação jiu jitsu, e na semana passada tivemos uma triste notícia para o nosso esporte, o atleta Paulo Miyao excelente atleta de jiu jitsu, que foi campeão mundial em 2016 no peso pluma, foi pego no exame antidoping, e foi notificado pelo órgão responsável pelo controle, e vai pegar um gancho de 2 anos.

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O intuito desse artigo não é comentar necessariamente sobre o caso do Paulo, ele não foi o primeiro e nem vai ser o ultimo, até por que além dele outros atletas também já foram notificados pelo uso de substancias ilegais, como são os casos da Gabi Garcia, Braulio Estima, Felipe Preguiça e este ano mais recente o Léo nogueira.

O que eu quero é realmente levantar a questão para discutirmos sobre o assunto, e dar alguns esclarecimentos pra vocês de como funciona essa bagaça de antidoping, e qual a minha opinião em relação ao processo atual.

O primeiro ponto que eu gostaria de comentar, é que no caso dos eventos do IBJJF quem faz os exames antidoping é U.S ANTI-DOPING AGENCY, que forma a sigla U S A D A “USADA”, acredito que não seja assim que se pronuncie, mas é assim que eu vou chamar em todo o vídeo. 

A USADA, é uma organização independente nos Estados Unidos, é um órgão extremamente respeitado dentro de todos os esportes, e integro em relação as suas decisões, a organização é tão fera nesse tipo de coisa, que é a organização responsável por fazer o antidoping nas olimpíadas, paraolimpíadas e eventos afins.

Então, A USADA, foi contratada pela IBJJF, e a partir do momento da contratação a IBJJF concorda com os termos internacionais da USADA, com o padrão que ela utiliza em todos os esportes em relação as substancias que são proibidas, E concorda também e com as sansões, ou seja com a punições, que a USADA estabelecer para cada atleta, em cada caso de violação das regras de antidoping. 

Se você quiser saber qual é a lista de substancias proibidas, é só clicar no link abaixo direto do site da USADA, as informações estão todas em inglês:


E como funciona, então uma pessoa é “escolhida” ela vai lá, faz xixi no potinho ou então são tirados alguns “mls” de sangue do atleta, a usada faz os testes, e se apresentar algum substancia que esteja fora dos padrões, a usada informa o atleta e a confederação e quem mais quiser saber, de que aquele atleta está fora dos padrões, e que se realmente se confirmar o atleta vai ter uma determinada punição, podendo ter que ficar algum tempo fora do esporte, ou até ser banido do esporte, em casos de reincidência. 

Quanto começou com os testes antidoping em 2013, a IBJJF, escolheu 2 campeonatos para fazer os testes o Panamericano e o Mundial de Jiu Jitsu. Apesar de eu particularmente achar pouco, 2 campeonatos, é bem melhor que nada. E um fato estranho que quando foi confirmado o primeiro campeonato que teríamos o exame antidoping, que foi o campeonato pan-americano de 2013, diversos atletas que lutavam praticamente todos os campeonatos, “por coincidência”, não quiseram ir participar deste pan-americano. 

Porém, de lá pra cá muita coisa mudou, e pelo que se percebe só no mundial temos testes antidoping. O que na minha opinião é um regresso em relação a evolução do esporte.

E antes que começam alguém comessem a interpretar mal, eu gostaria de dizer que sou totalmente a favor dos testes antidoping, pois realmente acredito que seja uma evolução para todo e qualquer esporte. Porém, eu não acredito na forma com que é feito hoje no jiu jitsu, e eu vou explicar por que.

Pelo que se percebe o teste antidoping atualmente é feito apenas no campeão! E pra piorar, nem todos os campeões são testados. E pra comprovar o que eu estou falando, vamos aos fatos, Se formos, considerar as categorias de peso, na faixa preta adulto, masculino e feminino, temos ao todo 19 categorias sendo disputadas, contando os absolutos, porém segundo as informações que a própria USADA divulga em seu relatório anual, se formos pegar como exemplo o ano de 2015, o nosso “Brazilian Jiu Jitsu”, aparece apenas com 10 atletas testados. Ou seja, se temos 19 categorias, e apenas 10 atletas testados, opa, na matemática que aprendi no colégio estadual a conta não fecha... o link desde relatorio é o abaixo:  


A Matemática fica pior ainda, quando sabemos que nas faixas pretas adulto, masculino e feminino no anos de 2016 tivemos ao todo 244 atletas inscritos, e se confirmarem para o ano de 2016 apenas os 10 atletas testados, teríamos apenas 4% dos atletas testados na faixa preta. O que é muito, mas muito pouco! Se temos como objetivo ter um esporte limpo de substancias ilegais.

Isso sem contar todos as outras faixas, e categorias onde ninguém é testado.

E como falamos anteriormente 10 atletas testados, e que não são todos os campeões, E o que acontece quando um um atleta é pego com alguma substancia ilegal, ele perde o título, toma um gancho de no mínimo 2 anos, é extremamente exposto pela mídia, vira exemplo midiático do que não se deve fazer, e o campeão daquele ano fica sendo o vice campeão, que pelas regras atuais não precisou passar por nenhum teste. A minha sugestão, antes que falem que eu só estou criticando, é que todos os atletas que chegarem ao pódio, sejam testados, e caso nenhum esteja limpo, a categoria fique sem campeão, mas pra isso precisamos ter a disputa do 3 lugar, o que não acredito que seja um impedimento.

Sabemos que os testes são caros, e que testar mais atletas, vai aumentar o custo do evento, porém, dona IBJJF, estamos falando apenas do mundial de JIU JITSU, creio todos os mais de 100 eventos que você organiza ao ano todos, podem ajudar a subsidiar este “custo” extra.

Cara, e não sejamos hipócritas, garanto que você conhece alguém que usou, ou até mesmo quem sabe já faz uso de substancias ditas ilegais, buscando melhorar a performance ou então buscando ter um corpo mais maneiro, e que fique claro, que não estou aqui fazendo apologia ao uso de forma alguma, apenas estou pedindo para refletirem e pensarem na forma com que julgamos estes atletas.

Eles erraram, e muitos já assumiram que erraram, mas na minha opinião a forma com que o processo está montado hoje, estes atletas estão sendo apenas “boi de piranha”, que são jogados para serem devorados, enquanto ao lado, toda a boiada, muitas vezes mais “apetitosa” passada sem ser percebida.

E você, o que pensa sobre isso? Escreve ai nos comentários!

Um comentário:

  1. Jaime, parabéns pelo seu trabalho e concordo plenamente com vc. Hoje vemos atletas juvenis do tamanho do Bob Sapp e definitivamente isto não é natural do ser humano. Porém criou-se uma "Cultura da bomba" entre os atletas mesmo amadores que nos métodos atuais de anti-doping difícilmente conseguirão extinguir.

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