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    Home » Carlson Gracie: A História do Maior Mestre do Jiu Jitsu Brasileiro
    História Lutadores

    Carlson Gracie: A História do Maior Mestre do Jiu Jitsu Brasileiro

    Jaime C. da luz JrBy Jaime C. da luz Jrmaio 7, 2020Updated:maio 18, 20261 comentário20 Mins Read
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    Carlson Gracie Jiu Jitsu, o Grande Mestre que criou o Covil dos Campeões em Copacabana
    Carlson Gracie, o filho de Carlos Gracie que virou lenda do Vale Tudo e formou gerações de campeões na Academia Carlson Gracie de Copacabana.
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    Cara, se você pratica Jiu Jitsu hoje, tem uma boa chance de que a sua linhagem passe, em algum ponto, pelo tatame de Copacabana. Pelo tatame de um homem que nasceu Eduardo Gracie em 1932, que o pai batizou de “Carlson” porque acreditava que nomes com C ou R carregavam energia forte. E que viveu até o fim fiel a essa energia. Carlson Gracie não foi só um lutador. Não foi só um professor. Ele foi a força que empurrou o Jiu Jitsu brasileiro pra uma era completamente nova.

    O Carlson Gracie Jiu Jitsu é um capítulo à parte na história do esporte. Enquanto o tio Hélio pregava o Jiu Jitsu como filosofia defensiva, como a arte do fraco sobre o forte, Carlson foi pro outro extremo: treino pesado, confronto direto, vai pra cima sempre. Esse estilo, chamado por muitos de “warrior style”, criou uma geração de lutadores que dominou o Jiu Jitsu esportivo nos anos 70 e 80 e que ainda hoje alimenta as principais equipes do mundo, do BTT ao ATT, da Nova União às academias espalhadas por todo o planeta.

    Esse post é o mais completo que você vai encontrar sobre o Grande Mestre. Vou contar tudo: a infância, as lutas de Vale Tudo, a revanche sobre Waldemar Santana, a separação da família Gracie, a construção do Covil dos Campeões, o termo “creonte” que nasceu nessa era, a lista oficial de faixas pretas e o legado que vive em cada tatame do mundo hoje.

    📌 O que você vai encontrar nesse post
    • Quem foi Carlson Gracie
    • A infância e os primeiros campeonatos
    • O rei do Vale Tudo brasileiro
    • A revanche sobre Waldemar Santana no Maracanãzinho
    • A separação da academia Gracie e a filosofia que mudou tudo
    • O Covil dos Campeões: a Academia Carlson Gracie
    • Os alunos que mudaram o Jiu Jitsu e o MMA
    • Carlson Gracie e o nascimento do termo “creonte”
    • A estátua de Copacabana e o vandalismo
    • A lista oficial dos faixas pretas de Carlson Gracie
    • O legado eterno do Grande Mestre

    Quem foi Carlson Gracie

    Nome completo: Nasceu Eduardo Gracie. O pai, Carlos Gracie, deu o nome “Carlson” pouco depois do nascimento por acreditar que nomes iniciados com C ou R transmitiam forte energia.
    Apelido: “Carlsão” entre os íntimos
    Nascimento: 13 de agosto de 1932, Rio de Janeiro, Brasil
    Falecimento: 1 de fevereiro de 2006, Chicago, Estados Unidos
    Faixa: Vermelha (grau máximo do Jiu Jitsu)
    Linhagem: Carlos Gracie, fundador do Jiu Jitsu Gracie

    Carlson foi o filho mais velho de Carlos Gracie, o patriarca que trouxe o Jiu Jitsu para o Brasil e construiu a base do que hoje conhecemos como Brazilian Jiu Jitsu. Cresceu dentro do dojo, treinou com o pai e com o tio Hélio desde criança, e em algum momento ficou claro pra todo mundo que aquele menino tinha alguma coisa a mais. Não era só técnica. Era raça. Era uma vontade de vencer que ia além de tudo que a metodologia Gracie da época ensinava.

    📖 Leia também A história de Hélio Gracie, o tio de Carlson que criou o Jiu Jitsu defensivo

    A infância e os primeiros campeonatos

    Carlson começou a competir aos 5 anos de idade, no Campeonato Aberto de Jiu Jitsu e Luta Livre, um evento que colocava as duas artes frente a frente. Cinco anos, cara. Enquanto a maioria das crianças tava aprendendo a amarrar o tênis, esse menino já estava no tatame competindo.

    Aos 17 anos, venceu o Campeonato Carioca de Jiu Jitsu, o primeiro campeonato estadual do Rio de Janeiro. Nunca foi muito dedicado nos estudos, em boa parte porque ele e os tios faziam longas viagens pelo Brasil inteiro promovendo o Jiu Jitsu Gracie. Aos 15 anos largou a escola pra se dedicar em tempo integral à carreira de lutador.

    A primeira luta como profissional veio com 18 anos. O adversário era o prodígio do Judô chamado Sakai, que pesava 92kg contra os 67kg de Carlson. A luta foi nas regras do Judo agarrado, sem socos ou chutes, e terminou em empate depois que nenhum dos dois conseguiu finalizar no tempo combinado. Logo depois, Carlson soltou um comunicado desafiando qualquer pessoa do país inteiro. Os lucros da luta iam pra um fundo de caridade pras vítimas da seca que devastava o Nordeste, região com a qual a família tinha laços históricos.

    Quem aceitou o desafio foi Cirandinha, um capoeirista de 100kg. Carlson venceu com socos da montada, posição que ia ser uma das marcas registradas dele ao longo de toda a carreira. O homem que não finalizava só por alavanca ou estrangulamento, mas que usava o Jiu Jitsu pra dominar o adversário e depois aplicar golpes da posição mais forte possível.

    O rei do Vale Tudo brasileiro

    Carlson Gracie lutou Vale Tudo profissionalmente por quase 30 anos. Ao todo, foram 18 lutas registradas, com apenas uma derrota, contra o lutador de Luta Livre Euclides Pereira, em uma luta realizada na Bahia. Todo o resto foi vitória ou empate. Um único ponto negativo em quase três décadas no esporte mais bruto que o Brasil já viu.

    O estilo dele era único. Ele ia pra praia no Rio de Janeiro e desafiava pessoas aleatórias pra luta. Os desafiantes podiam usar tudo: soco, chute, cabeçada, o que quisessem. Carlson só usava a técnica. Levava eles até a exaustão total, até eles desistirem por conta própria.

    📖 Leia também A história de Wallid Ismail, o aluno de Carlson que botou Royce Gracie pra dormir

    A revanche sobre Waldemar Santana no Maracanãzinho

    Em maio de 1955, um dos dias mais difíceis da história da família Gracie. O tio Hélio, o símbolo máximo do Jiu Jitsu da época, aceitou um desafio de Waldemar Santana, um ex-aluno que tinha sido expulso da academia por aceitar uma luta de marmelada. Waldemar conhecia todos os segredos dos Gracies por dentro e foi pra cima do mestre com tudo.

    A luta durou três horas e quarenta e cinco minutos. Recorde mundial em um duelo de Vale Tudo. Quando acabou, Waldemar tinha levantado Hélio acima da cabeça, arremessado ao chão e chutado o rosto do mestre. A derrota foi brutal. A imprensa foi brutal. A família ficou abalada.

    Foi aí que Carlson entrou em cena.

    Carlos Gracie, o pai de Carlson, foi público: anunciaria 300.000 cruzeiros, uma fortuna naquela época, pra qualquer pessoa que conseguisse sobreviver à técnica do filho. Waldemar aceitou. A primeira luta, em outubro de 1955, foi nas regras do Jiu Jitsu esportivo e terminou em empate. Waldemar lutou de forma defensiva, segurou os ataques de Carlson e ficou com o dinheiro. A honra da família estava em aberto.

    A revanche chegou em 1956. Local: Maracanãzinho, Rio de Janeiro. Capacidade: 40 mil lugares. Todos lotados. A imprensa chamou de “massacre”. Carlson subiu ao ringue diferente: mais pesado, mais agressivo, mais decidido. Montou em cima do Waldemar e o destruiu com socos até a luta ser interrompida. A honra da família estava restaurada. Quarenta mil pessoas viram ao vivo.

    “A imprensa da época batizou a luta como um verdadeiro massacre de Carlson sobre Waldemar. O Rio de Janeiro nunca mais esqueceu aquela noite no Maracanãzinho.”

    Os dois ainda se encontraram mais vezes ao longo dos anos. Ao todo, segundo o próprio Carlson, foram seis confrontos entre eles: duas vitórias do Gracie e os demais empatados. A série Carlson vs Waldemar é considerada até hoje uma das maiores rivalidades da história do Vale Tudo brasileiro.

    A separação da academia Gracie e a filosofia que mudou tudo

    Depois de anos representando a família, Carlson abriu a própria academia, separada da academia do Hélio. Não foi uma briga de uma hora pra outra. Foi uma diferença de filosofia que foi crescendo ao longo do tempo e que chegou num ponto sem volta.

    Carlson tinha uma convicção que batia de frente com o que Hélio e Carlos pregavam. Ele acreditava que a família só ensinava as técnicas básicas pras pessoas de fora, guardando os fundamentos mais avançados pra eles mesmos. E que essa postura estava travando o desenvolvimento do esporte inteiro.

    Pra Carlson, o caminho era o oposto: mostrar tudo o que sabia pra todo mundo, treinar pesado, testar no combate real e evoluir junto. Enquanto o Jiu Jitsu do Hélio era baseado na ideia do fraco vencendo o forte pela técnica defensiva, o Jiu Jitsu do Carlson era baseado em pressão, explosão e combatividade total.

    Para Carlson, o Jiu Jitsu dava vazão ao espírito competidor. Ele queria a vitória dos alunos, não apenas a sobrevivência no tatame. E pra isso ensinava tudo o que sabia.

    Uma coisa fascinante na forma de ensinar dele: ele não tentava corrigir os pontos fracos dos alunos. Ele identificava o que cada aluno fazia melhor e potencializava os pontos fortes ao extremo. Se o cara era bom em estrangulamentos, a academia inteira trabalhava pra que aqueles estrangulamentos ficassem impossíveis de defender. Simples assim. Genial assim.

    E apesar de não gostar de treinos pesados pra si mesmo e ter um estilo de vida que a Graciemag descreveu como “caótico”, dos alunos ele exigia o contrário: dedicação total, preparação física intensa e os desafios abertos que continuavam o espírito original dos Gracies, mas de forma mais honesta e acessível.

    🥋 O básico que os grandes mestres não entregam de graça

    A filosofia do Carlson era clara: ensinar tudo, sem guardar segredo. Nada de técnica básica pra uns e avançada pra outros. Pra quem está começando agora, essa mesma clareza é o que falta. Por isso eu criei o Guia Completo para a Faixa Azul (GFA): quedas, passagens, raspagens, finalizações, tudo na trilha certa. 1 ano de acesso pra consultar sempre que precisar.

    QUERO CONHECER O GFA →

    O Covil dos Campeões: a Academia Carlson Gracie

    A academia de Carlson ficou famosa por dois nomes. O oficial: Academia Carlson Gracie. O apelido que o tempo consagrou: Covil dos Campeões. Localizada na Rua Figueiredo de Magalhães, em Copacabana, ela funcionou por décadas como a fábrica de lutadores mais impressionante que o Brasil já produziu.

    O primeiro faixa preta formado por Carlson foi Serginho Íris, na academia de Niterói. A partir daí a máquina não parou. Anos 70, 80, 90: campeonato atrás de campeonato, título atrás de título, nome atrás de nome.

    Um detalhe que define muito bem o caráter do Carlson como pessoa: ele distribuía bolsas de treino gratuitas na mesma proporção em que a academia conquistava troféus. Quanto mais vencia, mais aluno sem dinheiro ele treinava de graça. E foi além. Em vários momentos, deixou alunos morarem dentro da academia pra tirá-los da rua. A Graciemag registrou que por um longo período ele levava moradores de rua de Copacabana pra tomar banho e dormir na academia.

    Ao mesmo tempo, era personalidade respeitada pela elite carioca. Políticos, médicos, empresários. Todo mundo queria a proximidade do Mestre. E ele tratava todo mundo igual, com a mesma simpatia calorosa, sem nenhuma vaidade por causa disso. Fernando Pinduka, um dos seus primeiros faixas pretas, deixou registrado:

    “Ele foi muito feliz, viveu a vida como bem queria, desprendido de valores materiais e preocupações mesquinhas. Sem dúvida, levou pro Céu muitas histórias de vitória e alegria.”

    Um detalhe que poucos sabem: Carlson andava sempre com uma pochete na cintura, completamente indiferente à moda. Dentro dela: uma escova de cabelo, um caderninho com telefones, uma máquina fotográfica, um baralho e um pião de criança. Esse pião que ele botava pra girar no tatame durante o intervalo dos treinos, com os olhos brilhando, foi lembrado por vários alunos em depoimentos à Graciemag.

    Os alunos que mudaram o Jiu Jitsu e o MMA

    Não dá pra falar do impacto do Carlson Gracie sem falar dos alunos que saíram do Covil dos Campeões e sacudiram o mundo. São muitos que merecem post dedicado, mas veja os principais nomes e o que eles representam:

    Ricardo De La Riva Criador da Guarda De La Riva, usada no mundo inteiro até hoje. O “magrelo” que deu a primeira surra no Wallid quando ele chegou na academia.
    Murilo Bustamante Campeão mundial de Jiu Jitsu e campeão peso médio do UFC. Um dos fundadores do Brazilian Top Team (BTT).
    Vitor Belfort “O Fenômeno”. Um dos maiores nomes do MMA mundial. Ex-campeão do UFC. Faixa preta de Carlson Gracie.
    Wallid Ismail O amazonense que botou Royce Gracie pra dormir com o estrangulamento relógio. Fundou o Jungle Fight.
    Ricardo Libório Um dos fundadores do American Top Team (ATT), equipe que formou lutadores do UFC por duas décadas.
    André Pederneiras Faixa preta de Carlson que fundou a Nova União, berço de José Aldo e Renan Barão, campeões mundiais do UFC.
    Ricardo Arona O “Tigre Brasileiro”, único lutador que nunca tomou pontos no ADCC. Fenômeno do Jiu Jitsu e do MMA dos anos 2000.
    Jose Mario Sperry Um dos melhores grappler da sua geração. Co-fundador do BTT junto com Murilo Bustamante.
    Amaury Bitetti Campeão mundial de Jiu Jitsu, referência nos anos 90 e um dos lutadores que mais representou a academia nos campeonatos.
    Allan Goes Referência técnica e um dos professores mais respeitados da linhagem Carlson Gracie nos Estados Unidos.

    Pensa comigo: toda vez que alguém faz uma guarda De La Riva, você está vendo o legado do Carlson. Toda vez que a Nova União coloca um lutador no UFC, você está vendo o legado do Carlson. Toda vez que o BTT ou o ATT treina um campeão, você está vendo o legado do Carlson. O homem multiplicou o Jiu Jitsu pelo mundo de uma forma que poucos conseguiram.

    Eu fiz um documentário completo sobre o Ricardo Arona, o Tigre Brasileiro e um dos maiores nomes que saíram do Carlson Gracie Team. Se você ainda não assistiu, é obrigatório.

    📖 Leia também A história da Nova União, equipe fundada pelo faixa preta de Carlson, Dedé Pederneiras

    Carlson Gracie e o nascimento do termo “creonte”

    Se você treina Jiu Jitsu, já ouviu alguém chamar de “creonte” o cara que troca de equipe, que faz circuito de academia em academia ou que mostra deslealdade com o professor. Mas você sabe de onde veio esse termo?

    O nome vem de Creonte, personagem da tragédia grega Antígona, de Sófocles. Creonte era o rei que mudava de lado conforme o vento. A palavra entrou pro vocabulário do Jiu Jitsu brasileiro justamente nessa era das grandes rivalidades entre academias, quando os times de Carlson Gracie, Hélio Gracie e outras equipes competiam com uma intensidade que hoje mal dá pra imaginar. Trocar de equipe naquela época era encarado como traição séria.

    Eu fiz dois vídeos no canal sobre isso porque o tema gera debate até hoje. O que é ser creonte de verdade? Onde está a linha entre lealdade e liberdade de escolha no Jiu Jitsu moderno?

    Vale muito a pena assistir os dois. São perspectivas diferentes sobre o mesmo tema, e ajudam a entender como a cultura de lealdade que o Carlson Gracie ajudou a construir ainda influencia o esporte hoje.

    A estátua de Copacabana e o vandalismo

    Em 12 de agosto de 2019, véspera do que teria sido o 87º aniversário de Carlson, a Liga Carioca de Jiu Jitsu inaugurou a estátua do Grande Mestre em Copacabana. Instalada na esquina da Rua Figueiredo de Magalhães com a Rua Tonelero, a menos de 100 metros de onde a academia funcionou por décadas.

    A estátua foi produzida pelo artista Edgar Duvivier: 1,80 metro de altura, o tamanho real do Carlson, interior em argila e revestimento de bronze, pesando cerca de 200kg. A Liga bancou tudo sem nenhum centavo de dinheiro público. Na inauguração, estiveram presentes Carlson Gracie Junior, Fernando Pinduka, Ari Galo, Carlão Barreto, Ricardo Libório, Ricardo Arona, Sergio Bolão e muitos outros discípulos.

    Mas a história virou notícia de um jeito que deixou a comunidade indignada. A estátua foi vandalizada. Não uma vez. Duas vezes. Um símbolo que a própria comunidade pagou do bolso pra honrar um dos maiores legados do esporte brasileiro, destruído duas vezes por quem não tem o menor respeito pela história.

    Eu fiz um vídeo sobre esse tema porque precisava falar. Não é só uma estátua quebrada. É o símbolo de um legado inteiro sendo deixado de lado, bem no coração de Copacabana, onde o Carlson construiu tudo. Assiste o vídeo acima e me conta o que você acha nos comentários.

    A lista oficial dos faixas pretas de Carlson Gracie

    Antes de falecer, Carlson Gracie escreveu com as próprias mãos a lista oficial de todos os faixas pretas que ele formou ao longo da carreira. O objetivo era direto: impedir que charlatães usassem o nome dele pra se promover. A lista foi publicada em diversas revistas de Jiu Jitsu e outros meios de comunicação da época.

    A regra é simples: se o nome não está aqui abaixo, a pessoa não é faixa preta de Carlson Gracie, independente do que afirme.

    ⚠️ Nota importante

    Esta lista foi escrita pelo próprio Mestre Carlson Gracie antes de falecer. Não foi criada por nós nem por nenhuma outra entidade. É a lista oficial e conclusiva. Se o nome de alguém não aparece aqui, essa pessoa NÃO é faixa preta de Carlson Gracie.

    • Aaron Laponte
    • Alberto dos Santos
    • Alexandre Nascimento de Oliveira
    • Alexandre Macedo
    • Alexandre Derizans
    • Allan Goes
    • Amaury Bitetti
    • André Mendes
    • André Pederneiras
    • Anselmo Montenegro
    • Antônio Cláudio Correia Leite Buchaul
    • Antônio Gadelha “Tony Malone”
    • Antônio Ricardo Bittencourt Cavalcanti
    • Antonio Ricardo Jardim Liborio
    • Antônio “Tuninho” Rodrigues
    • Armando “Maninho” Alves Gonçalves Filho
    • Arthur Vírgilio Neto
    • Ary Galo
    • Bráulio Carsalade
    • Carley Gracie (irmão)
    • Carlos “Penão” Alexandre Conceição
    • Carlos Antônio Rosado
    • Carlos “Bagana”
    • Carlos Henrique “Caíque” Vieira
    • Carlos Rollyson
    • Carlson Gracie Júnior
    • Carlson Guimarães
    • Cássio Cardoso
    • Christian Kennedy Grandi
    • Clayton de Souza
    • Clóvis de Souza
    • Crézio de Souza
    • Daniel Cristoph
    • Djalma José de Santana Filho
    • Edyr Moreira da Silva “Monge”
    • Edson Carvalho “Baiano”
    • Elair Gilberto da Silva Reis
    • Élcio Figueiredo
    • Fábio Macieira
    • Felipe Fígalo Barbosa
    • Fernando Carlos “Nutri-Baby” Carvalho da Silva
    • Fernando “Pinduka” Melo Guimarães
    • Fernando Rosenthal
    • Francisco “Grego” Trivelas
    • Francisco “Toco” Albuquerque Neto
    • Gustavo Gussem
    • Gutenberg Mello
    • Henrique Chvaicer
    • Isaias De Souza
    • Jerônimo Dix-Huit Rosado Ventura
    • João Antônio Fernandes Filho
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    • Júlio César “Foca” Nunes
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    • Luis Fernando “Nando” Da Costa
    • Luís Carlos “Manimal” Mateus
    • Luiz “Bebeo” Duarte
    • Luís Carlos Vallois
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    • Marcel Laguna Duque Estrada
    • Marcelo Allonso Duque Novais
    • Marcelo Alonso
    • Marcelo Pache
    • Marcelo Procópio
    • Marcelo “Bocão”
    • Marcelo Saporito
    • Marcelo Tadeu Domingues de Oliveira
    • Marco Aurélio Kühner de Oliveira
    • Marco Aurélio Lisboa Valladares
    • Marcos “Parrumpinha” Da Matta
    • Marcos “Flexa” Mello
    • Marcus Vinícius de Macedo Soares
    • Marcus “Conan” Vinícius Figueiredo da Silveira Júnior
    • Mário Cupertino
    • Marvin Swhab
    • Mauricio “Saddam”
    • Miguel Kelner
    • Miguel Monteiro de Carvalho
    • Murilo Bustamante
    • Orlando Saraiva
    • Oswaldo “Paquetá” Gomes da Rosa
    • Oswaldo Viana
    • Otávio Augusto “Peixotinho” de Oliveira
    • Paulo “Mamão” de Albuquerque Martins Pereira Filho
    • Paulo Leite Filho “Paulão”
    • Pedro Paulo de Secco Freire
    • Renato Tavares
    • Ricardo de La Riva Goded
    • Ricardo Jucá Santos
    • Ricardo Luis Moraes “Rey” Diogo
    • Ricardo Luiz Perrone
    • Ricardo “Kiko” Velloso
    • Rocyan Gracie (irmão)
    • Rodrigo Medeiros
    • Sérgio Abimerhy
    • Sérgio “Bolão” de Souza
    • Sérgio Íris de Almeida
    • Wallid Farid Ismail
    • Walter “Soldado” da Silva
    • Walter Guimarães
    • Wander de Souza
    • Vauvernargues Xavier Vicentini
    • Vitor Belfort

    🥋 Construa o seu Jiu Jitsu sobre bases sólidas

    Olha essa lista e pensa: todos esses caras passaram pelo mesmo caminho. Faixa branca, aprendendo o básico, construindo o jogo posição por posição. O Carlson ensinava tudo do básico ao avançado, sem guardar segredo. O GFA foi criado com essa mesma filosofia: a trilha completa da faixa branca até a faixa azul, com quedas, passagens, raspagens e finalizações na sequência certa. 1 ano de acesso pra consultar sempre que precisar.

    CONHECER O GFA AGORA →

    O legado eterno do Grande Mestre Carlson Gracie

    Em 1 de fevereiro de 2006, Carlson Gracie morreu em Chicago. Tinha 72 anos. A causa foi uma infecção generalizada que começou em uma pedra no rim que ele ignorou por muito tempo, porque o homem simplesmente não reconhecia limitações no próprio corpo. Até o fim, o mesmo espírito do Vale Tudo que venceu tudo nos anos 50 e 60 estava presente.

    A notícia chegou como um choque pra toda a comunidade global do Jiu Jitsu. Na missa de despedida em Copacabana, mais de 500 pessoas se reuniram. E num momento que diz muito sobre o tamanho do legado dele, desafetos históricos que nunca tinham se reconciliado chegaram a se abraçar no velório. O irmão Carlos Robson Gracie disse na cerimônia:

    “Quando um anjo sobe aos céus, ele promove a união das pessoas. Estou convicto de que Carlson jamais será esquecido.”

    E não foi esquecido. Nunca vai ser.

    O Carlson Gracie Jiu Jitsu é a raiz de um ecossistema gigante que hoje alimenta algumas das principais equipes de MMA e Jiu Jitsu do planeta. A Brazilian Top Team, fundada por Murilo Bustamante e Sperry. O American Top Team, fundado por Ricardo Libório. A Nova União, de André Pederneiras. A Nova Geração. E as centenas de academias espalhadas pelo Brasil e pelo mundo que carregam a linhagem do Mestre no DNA do Jiu Jitsu que ensinam todos os dias.

    🏆 O que o Carlson deixou pro Jiu Jitsu

    Uma linhagem de campeões que alimenta o esporte até hoje. A filosofia de ensinar tudo sem guardar segredo. O “warrior style” que mudou o Jiu Jitsu competitivo. Mais de 100 faixas pretas espalhados pelo mundo. Grandes equipes de MMA que dominaram o UFC por décadas. O termo “creonte” que ainda vive no vocabulário do tatame. E a certeza, provada na prática, de que o Jiu Jitsu é pra todo mundo, venha de onde vier. Esse é o legado do Grande Mestre Carlson Gracie.

    Pra fechar com uma perspectiva mais ampla da história do Jiu Jitsu brasileiro, esse vídeo aqui é um dos favoritos do canal. São 50 curiosidades sobre o esporte, e o nome do Carlson aparece no centro de vários momentos que definiram a arte suave que a gente pratica hoje.

    Continue a Sua Jornada pelas Lendas do Jiu Jitsu

    A história do Carlson Gracie se conecta diretamente com todos esses nomes abaixo. Cada um deles tem uma história que vale muito a pena conhecer:

    • História de Hélio Gracie, o tio de Carlson que criou o Jiu Jitsu defensivo
    • História de Wallid Ismail, o aluno de Carlson que finalizou Royce Gracie
    • A história da Nova União, fundada pelo faixa preta de Carlson Dedé Pederneiras
    • A história de Royce Gracie
    • A história da Checkmat Jiu Jitsu
    • A história de André Galvão e a Atos Jiu Jitsu
    • Rickson Gracie e o Jiu Jitsu como filosofia de vida
    • A história de Royler Gracie
    • A história de Fabrício Werdum
    • A história da Academia Carlson Gracie, o Covil dos Campeões

    O Carlson Gracie era o tipo de pessoa que aparece uma vez por geração. Alguém que olha pra cima, vê onde ninguém ainda chegou, e decide que vai chegar lá. E no caminho ainda abre a porta pra todo mundo que quer ir junto. Pra mim, essa é a essência do Jiu Jitsu que ele nos deixou.

    Me conta nos comentários: qual foi pra você o maior legado do Carlson Gracie? A carreira no Vale Tudo, os alunos que ele formou ou a filosofia de ensinar tudo sem guardar segredo?

    Forte abraço, tamo junto. Muito Mais Ação Jiu Jitsu, muito mais Jiu Jitsu pra você. OSS!

    As informações que serviram como base dessa publicação foram extraídas do bjjheroes.com, da Graciemag, da Tatame, do site da Carlson Gracie Team, de publicações históricas sobre Vale Tudo brasileiro e dos sites das academias e atletas citados.

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    Jaime C. da luz Jr

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